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  • Ana Carolina Fialho

Prazer, Brenda.

Atualizado: 22 de Out de 2019

Era uma vez uma pessoa qualquer que teve um filho e POW o mundo virou de ponta-cabeça. Fim. Não, começo.


Em 2011, depois de seis anos em produtoras de comerciais no Rio de Janeiro e mais seis em redações de São Paulo, foi a maternidade que me atirou no vórtice da vida e me ensinou a ser incrivelmente ágil, criativa e estudiosa e ainda produzir leite e dar amor. 


Em 2013, participei da fundação do Barro Molhado, uma comunidade de pais e educadores que pesquisavam e praticavam a educação fora da escola. Percebi ali que minhas ferramentas de jornalista eram potentes instrumentos de criação de identidade e pertencimento. E como somos fortes quando nos sentimos parte de um todo!


No Barro, pratiquei conceitos de inteligência coletiva e pude compartilhar um tanto do que já vinha pesquisando sobre Comunicação Não-Violenta.


Em 2015, fui trabalhar em um pequeno paraíso para mães e crianças pequenas em São Paulo, o Mamusca. Minha missão auto-proclamada foi a de traduzir toda aquela perfeição analógica que a Elisa Roorda tinha construído em uma presença digital à altura. Alimentei nosso feed em livre-demanda com conteúdo relevante para pessoas num momento muito delicado.


Quando sua persona (uma espécie de personagem fictício que descreve o público-alvo principal) é praticamente você mesma, fica fácil entender o que as pessoas querem ver. 


Sorte de principiante à parte, me encantei e me embrenhei nesse admirável mundo digital com força total e - olha a sorte mais uma vez - entendi que o conteúdo era o créme de la créme da comunicação do nosso tempo. Eu não era muito amiga dos algoritmos (hoje já nos damos melhor), mas conteúdo? Ah, esse sempre foi meu Posto 9. 


Numa releitura da herança da Relações Públicas mais emblemática do Rio de Janeiro, Claudia Fialho, a.k.a. minha mãe, organizei uma lista de clientes VIPs do Mamusca. Mas os chamei de "PMAs" porque entendi que as pessoas não querem mais ser very important, o que elas querem é ser muito amadas. De brinde, descobri meu talento para o Naming, a arte de pensar em várias opções muito ruins até encontrar o nome perfeito para qualquer coisa. 


Às vezes, é o nome que descobre você. Com o Rolê Mamusca, foi assim. Nesse projeto, aproveitei que estávamos no quadrilátero hype do momento, em Pinheiros, para conectar a vizinhança. Dávamos dicas para mães e pais irem passear enquanto seus filhos faziam castelos de areia no nosso jardim e, ao mesmo tempo, estreitávamos os laços com os pequenos empresários da região. 


Em 2018, tive a chance de juntar um pouco disso tudo em causa própria. Jornalismo, facilitação de diálogo, conteúdo, relações públicas, articulação de rede, algoritmos. Misture tudo, leve ao forno e tchã-nã: uma associação de moradores com 20 anos de existência se torna, finalmente, uma comunidade. Pessoas que moraram lá a vida inteira declaram que nunca tinham sentido tanto orgulho de morar naquela rua. Negócios são fechados, furadeiras emprestadas, amizades criadas e, muito provavelmente, níveis de cortisol são baixados. Porque a AMP adverte: cumprimentar seu vizinho aumenta seus níveis de tranquilidade.


Em 2019, liderei um passo importante dessa comunidade recém-revelada: a revitalização de um escadão abandonado e perigoso no final da nossa rua. Envolvemos outros prédios do entorno e em seis semanas, período em que a campanha de crowdfunding esteva ativa, essa rede expandida deixou uma mensagem clara e cristalina: queremos cuidar do nosso espaço e queremos fazer isso juntos.

 

É por tudo isso que a Brenda nasceu (num parto curiosamente parecido com o do meu filho - rápido, intenso, sem aviso prévio). Porque tem muita gente com talento e disposição para mobilizar um grupo e transformar um escadão, por exemplo, ou encarar os desafios de uma vida fora da escola. E tem mais gente ainda que sabe criar uma logo, fazer um site e planejar uma estratégia de comunicação digital. Mas uma mágica acontece quando juntamos as duas coisas. 

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